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A mostrar mensagens de Setembro, 2010

A emoção de ter inveja - parte II

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A Graça é  uma das  amigas de quem tenho saudades, sobretudo do tempo em que, ao final da tarde, depois de um dia de "engenharias" ao serviço do PDM do municipio de Oliveira do Hospital,  vinha ao meu  "Ritual" (bar)  tomar o seu chá.  Chegava quase sempre de sorriso bonito  a enfeitar o rosto  ( igualmente bonito...) e trazia, por norma, tema de conversa interessante; por altura das férias, comentavamos os  ( seus ) eventuais destinos, por isso  dediquei-lhe uma das minhas croniquetas, que fiz publicar no "Correio da Beira Serra" de boa memória. Agora, há poucas horas,  "provocou o meu lado invejoso"  numa breve mensagem: estive de férias na China e no Tibete!!! Imaginem ... por onde andou a Graça! Vai daí, para fazer fé da minha (renovada) "inveja", decidi republicar  a croniqueta de outros tempos com ligeiras alterações e dedicatória personalizada  à Graça,  com " os olhos em bico", e ao casal João Luís / Rosa Maria, "fe…

Chã da Cabeça, Cepos : “ABERTO NAS NUVENS”

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Deixo o Pavilhão de Chã da Cabeça ao começo da tarde e sigo, estrada fora, na direcção do centro dos Cepos, onde não ia há imenso tempo. Atento ao horizonte, não viro à esquerda, na direcção de Arganil, sigo em frente, a rua parece-me larga, mas logo estreita, e fico sem a certeza de conduzir o meu carro “são e salvo” até ao largo, junto à Igreja. Com alguma paciência e um pouco de jeito, cheguei ao destino, não sem antes conseguir o milagre de riscar o pára-choques apenas uma vez - coisa de pouca monta -, e não será este pequeno contratempo a afastar-me dos Cepos; mais dia, menos dia, volto ao Chã da Cabeça. Olhar do cimo do monte o vale do Ceira e perder o olhar no horizonte, recortado pelos novos moinhos de vento, é um exercício emocional que há muito não praticava. Esta espécie de viagem ao “interior de mim”, com as portas da alma abertas de par em par, só teve semelhança a uma outra, há cerca de um ano, quando o João Luís  me levou ao alto do Colcurinho. Sorte a minha por ter s…

Colcha à janela

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Não tenho de memória a última vez em que, no Barril de Alva, pela última vez se festejou a santa Maria Madalena, com imagem no altar da capela que lhe honra o nome. Este ano, recuperou-se o evento… Os festejos mantiveram a tradição, entre o bailarico e os leilões de fogaças (três, desta vez…) missa e procissão, banda Filarmónica em concerto (s) e passeio pelo casal; para que o brilho de outros tempos estivesse presente, houve colchas nas janelas enquanto se passeavam as imagens dos santos ao som da Banda. Apesar do calor intenso, bem perto da hora do meio-dia deste domingo, dia 12, a procissão arregimentou razoável quantidade de participantes. Como as tradições também se alteram - pode parecer um paradoxo -, não dei conta do ribombar dos foguetes, pormenor a ter em conta… nas contas que serão apresentadas a quem de direito, “eclesiásticamente” falando, como é bom de ver. .. Mesmo sem o barulho dos morteiros e as “lágrimas” dos foguetes, à noite, a festa foi bonita de ver… Para o ano há ma…

"Sol"

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(Surripiada na net)

Da lousa ao "Magalhães"

Regresso a outros tempos e recupero um texto com que desejo homenagear os alunos que passaram pela escola primária do Barril de Alva, onde aprendi a ler, escrever e as "contas"... 
Com a reabertura das escolas, há um novo cíclico na aprendizagem das coisas com que os jovens hão-de enfrentar o mundo – um enorme mercado onde (quase) tudo se compra. Por ora, a festa está para durar durante mais uns tempos porque a alegria de quem reencontra amigos e colegas de faixas etárias semelhantes é contagiante. O conhecimento virá depois, durante meses de cansaço intelectual até atingir a meta no próximo Verão Debruço-me com alguma nostalgia sobre as descobertas dos mais pequenos no 1º ciclo (ex escola primária); às novas matérias juntam-se as brincadeiras que fazem de cada intervalo um momento único: à falta do pião e das corridas dos “arcos”, inventam-se outros jogos, mas a bola e a “macaca” continuam a fazer parte da lista que todos soletrámos no tempo certo… A ocupação dos “intervalos”…