Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2011

Exercício sobre dois búzios (de Sophia de Mello Breyner)

Um acaso devolveu-me à leitura de “Contos Exemplares”, de Sophia de Mello Breyner. O livro, que descobri numa arca no sótão, editado em 1971, tem as folhas amarelecidas pelo tempo – nunca as palavras imortais da autora.~

Nesta edição (a quarta), o então Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, assina o prefácio e é pela leitura das páginas que escreveu – mais de cinquenta! – que D. António nos remete para a excelência da obra de Sophia, apontando a sua enorme espiritualidade como referência a ter em conta.

À genialidade do conhecimento de D. António Ferreira Gomes junte-se o talento da maior poetisa portuguesa, e ficamos com uma “peça rara” do nosso património cultural.

Qualquer português minimamente culto conhece alguma coisa de Sophia de Mello Breyner. Particularmente, creio que “A Viagem” é uma espécie de catecismo pelo facto de dimensionar a esperança de qualquer humano, entre o “Alfa e o Ómega”, até aos limites do quase impossível! Na estória de ficção, além do mais, a autora …
Imagem
"... - Olá, bom dia! - disse ele.
Era um jardim cheio de rosas.
- Olá, bom dia! - disseram as rosas..."
( O Principezinho)


*

Albertina e Dionídio

Imagem
Para sempre – 50 cartas de amor de todos os tempos”, é uma pequena enciclopédia com mensagens, frases, reflexões e imenso romantismo. O filósofo Jean Jacques Rousseau dizia que elas, as cartas, “começam sem saber o que se vai dizer, e terminam sem saber o que se disse". Álvaro de Campos, foi mais longe e deixou para a posteridade outra frase célebre: “todas as cartas de amor são ridículas…”!
O livro reúne textos de várias personalidades, de Beethoven a Chopin, de Franz Kafka a Fernando Pessoa. Os homens não diferem muito nas questões do coração quando o descobrem apaixonado e, por vezes, retratam o sentimento de forma tão sublime quanto pueril…
Para lá das cartas trocadas pelos amantes, há estórias (de amor) cujos relatos nem sempre têm um final feliz: “Tristão e Isolda”, de autor desconhecido do século XII (?), ou “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, são disso exemplo. Felizmente, tal não aconteceu, em 1945, ao casal Albertina e Dionídio, residentes em Meda de Mouros, aqui …

Manhã de Outono

Imagem
"Roubei" esta imagem à Rosa Gouveia e retoquei-a, com a  devida vénia. A arte pode transformar-se pela imaginação de quem a tem - procurei essa imaginação!... Reconheço na autora um "jeitinho" especial  de "dizer coisas", através das  palavras e das imagens. Sorte a da Rosa que madrugou para clicar no momento certo. Sensibilidade, imaginação - como  diz a Rita: "plimmm"!

Neve na Estrela

Imagem
Não faço ideia da distância que vai "daqui até ali", lá longe, no cocuruto da serra. Mesmo assim, fixei  o X3 e cliquei!  A meio da imagem  (sugiro que a ampliem...), em comunhão com as nuvens, nota-se o pormenor de um espaço  em tons de rosa suave.Que será? Respondo eu: é um manto de neve a cobrir por completo  a Estrela! Seis da tarde, o espectáculo, creiam, era fabuloso - de tal modo o apreciei que a viagem a Vila Cova de Alva demorou  o "dobro", para lá e para cá! Pena não ter a Canon à mão - fica a intenção de uma bela fotografia, embora esta não envergonhe os 5.0 MG da câmara do Nokia...